CAMPANHA DE PREVENÇÃO DIA MUNDIAL DO RIM 2018

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SAIU NA MÍDIA:

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Se você passar pelo Terminal de Integração do Centro (Ticen) em Florianópolis nesta quinta-feira, 22, entre às 9h e 17h, vai enxergar um rim gigante, inflável. Ele estará lá justamente para isso: chamar a sua atenção. Trata-se de uma campanha alusiva ao Dia Mundial do Rim, desenvolvida no Estado pela Associação dos Pacientes Renais de Santa Catarina (APAR) em parceria com a Renal Vida. A proposta é conscientizar as pessoas sobre a importância de cuidar bem dos rins para prevenir a DRC (doença renal crônica), uma condição progressiva que impede os rins de funcionar normalmente. Ela atinge mais de 195 milhões de pessoas em todo o mundo, e estima-se que mais de dois milhões só no Brasil.

Em duas tendas montadas em frente ao Setuf, no Ticen, serão oferecidos gratuitamente ao público testes de glicemia e aferição de pressão arterial, além de esclarecimentos sobre as causas das doenças renais crônicas. Serão cerca de 50 profissionais, entre voluntários, técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos distribuindo panfletos e conversando com a população. Esta ação faz parte de uma campanha mundial iniciada em no dia 8 deste mês, quando foram realizados eventos similares em todo o mundo.

O presidente da APAR, Humberto Floriano Mendes, explica que estas ações de conscientização são muito importantes, uma vez que é possível prevenir a doença renal crônica. Algumas medidas que podem ser adotadas são evitar o sobrepeso; equilibrar a alimentação, adotando alimentos ricos em vitaminas e fibras; e evitar o álcool em excesso. A diabetes e hipertensão também são fatores de risco importantes. Pessoas que sofrem destas doenças estão muito mais propensas a desenvolverem problemas renais. Caso a você ou alguém da sua família faça parte de um grupo de risco, uma boa sugestão é, na próxima consulta médica, pedir para fazer um exame de creatinina, que é um método simples e barato de identificar a progressão da doença.

Quem já desenvolveu a DRC muitas vezes precisa fazer hemodiálise e, não raramente, acaba na fila à espera de um transplante de rim. Neste assunto, Santa Catarina é referência internacional. Dados de 2017 revelam que o índice catarinense de doadores de múltiplos órgãos por milhão de população (pmp) é de 36,8, mais do que o dobro da média nacional, que é de 14,6 e supera muitos países da Europa.

Por 

Viviane Bevilacqua

 

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